No, i wouldn’t marry you!

3 Feb
laetitia-094Não acredito em casamentos, ou melhor na instituição casamento. Respeito quem acredita, quem deseja casar-se quer civilmente quer segundo um qualquer credo.
E digo isto porque, como todos sabemos  o casamento é um contrato, um negócio jurídico. Com as devidas particularidades, mas ainda assim um negócio jurídico. Pessoalmente acho esquisito materializar sentimentos tão profundos como os que devem estar inerentes a qualquer união. Acho esquisito assinar um papel, sim não é mais do que isso, declarando uma promessa de sentimento tendencialmente perpétuo, mas que pode acabar ou transformar-se ao fim de alguns anos.
Além do mais a palavra casamento tem uma conotação pesada. Muitas vezes as pessoas pensam que ao casarem-se já está tudo garantido, afinal já têm o tal contrato assinado.  Pensam que já  podem mandar e desmandar no outro cônjuge. Isto para não falar nos casamentos por interesse, não só monetário, mas por exemplo no sentido de o cônjuge estrangeiro adquirir a nacionalidade (ao fim de três anos de matrimónio).
No que a mim diz respeito, sou inteiramente favorável a que as pessoas vivam juntas, constituindo (em diversos casos) uma união de facto. E isto porque, se partilho o meu dia a dia com uma pessoa de livre e espontânea vontade, sem ter qualquer vínculo material que me ligue a ela, em princípio só pode ser por uma razão: porque a amo, e vice versa.
Acredito que nestes casos há uma luta maior para manter eterna a conquista e para que não se apague o fogo da paixão.  Afinal, nada está garantido.
É claro que quem quiser pôr termo a um casamento tem à sua disposição o divórcio nas suas diversas modalidades.Mas concerteza, tomar a decisão de querer realmente um divórcio, e passar por todas as etapas a ele inerentes (nem sempre fáceis) , é muito mais custoso do que dizer um simples não quero mais, vamos ficar por aqui e tratar dos bens (e filhos caso os haja).
Obviamente, como já referi acima respeito imenso quem acredita e quer casar-se. Até porque se não existissem casamentos não existiriam divórcios, e portanto muitos advogados iriam perder alguma da clientela – risos.
Seja como for, penso que deve ser uma decisão bastante ponderada, não só nos seus efeitos imediatos como nos efeitos subsequentes.
Mas já se perguntaram porque é que imensos casais vivem lindamente juntos durante anos a fio, mas pouco tempo depois de oficializarem o matrimónio se divorciam?
 
 
Retrato: Auto-retrato L.R.2009
Advertisements

4 Responses to “No, i wouldn’t marry you!”

  1. sara Tuesday 3 February 2009 at 19:15 #

    Concordo com tudo o que disseste no que se refere à “dificuldade” de conciliação entre os sentimentos que nutrimos pelo outro e a necessidade de se assinar um contrato!
    Relativamente ao facto de ser mais difícil aceitar um divórcio do que uma separação, tenho dúvidas… penso que a dor será a mesma.
    Também pensava como tu e que nunca me iria casar e contudo cá estou eu a jogar no lado das casadas lol
    Namorei 12 anos (alguns deles a morar juntos e a partilhar tudo) e ao fim de todo esse tempo decidimos oficializar e fazer uma festa para a família e os amigos. Aliança não uso mas isso é outra história…
    Já me alonguei mais do que devia…
    Beijinhos
    Gosto do teu blog

  2. Laetitia Tuesday 3 February 2009 at 22:22 #

    Antes de mais muito obrigada Sara. 🙂
    Quando falo no facto de o divórcio ser mais difícil é em relação aos trâmites jurídicos .
    Quanto à aliança, de facto é uma questão controversa.
    Mua estalado.

  3. taciturnus Tuesday 10 February 2009 at 21:10 #

    Ouvi há, umas quantas semanas, que o casamento, como instituição, funcionou lindamente, até que, a partir de certa época, lhe juntaram o conceito de amor.

    Ou seja, no sentido estrito de contrato entre duas pessoas, com deveres e direitos mútuos e até como forma de vinculação legal entre famílias / clãns, com o propósito de obter e/ou criar poder, estatuto, continuidade (descendência), segurança, funciona bem.

    A partir do momento em que o ser humano partiu para o romantismo, estragou tudo.

  4. Laetitia Tuesday 10 February 2009 at 22:23 #

    Confesso que não sabia disso Taciturnus, mas não duvido nem um pouco.Até porque se pensarmos bemtem (muita) lógica.
    Um beijo, e obrigado pelo comentário.

Express yourself!

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s