What about 2009?

30 Dec
Esta é a altura dos balanços. De olhar para trás em retrospectiva e analisar o grau de felicidade, e o tamanho dos acontecimentos que o ano que está prestes a despedir-se nos proporcionou.
Vou tentar ser o mais fiel possível aos factos que se sucederam mês após mês ao longo dos doze, nesta que é a minha revisão pessoal.
Podia escrevê-la num qualquer papelucho ou Moleskine, mas apeteceu-me partilhá-la com alguém. Com vocês, que ainda que ocultos desse lado já fazem um bocadinho parte da minha vida.
Ora então vamos lá ( não prometo uma selecção cronológica, que uma pessoa vai-se lembrando das coisas assim sem grandes ordens específicas).
2009 começou por ser um ano de esperança. Um ano no qual eu botei muita fé. No dia em que começou estava adoentada, mas nem isso me impediu de pedir os doze desejos com as passas numa mão e o champagne na outra.
Foi o ano em que estudei muito e a sério. Em que consegui a segunda melhor nota ao longo do curso. Foi o ano em que decidi colocar mãos à obra e libertar o gosto pela escrita com a criação do blog.
Em 2009 conheci algumas das pessoas mais fabulosas de sempre. Encontrei pessoas que gostam de mim sem querer nada em troca, só porque sim. Passei alguns dos momentos mais inesquecíveis da minha vida, sobretudo em Lisboa.
Descobri gente linda de todas as formas possíveis.
Fui ao concerto da Beyoncé e da Kylie Minogue. Por razões distintas ambos me marcaram de forma peculiar.
Foi também o ano em que conheci mundos novos e realidades que nem sabia existirem da forma que existem. Esforçei-me por me cultivar mais, e aprendi tanto mas tanto.
Houve muita gente que me desiludiu. Pessoas que trazia no coração revelaram-se e infelizmente não gostei do que vi.
Mas e para compensar, fiz novos amigos. Sobretudo mais para o final do ano.
Fui a festas e ao cinema, mas não tanto quanto gostaria.
No verão fiz uma das minhas viagens de sonho, e gostei tanto que só de pensar me lembro até dos cheiros.
Em relação a amores o ano foi morno. Já trazia o meu de 2008, e 2009 revelou-se o ano da espera tediosa. Foi particularmente difícil em alguns dias. Dias esses em que quase desesperei. Mas sim, eu sei, foi escolha minha. Logo no iniciozinho de 2008 optei por ser feliz e sabia que havia um preço a pagar. Revelou-se caro, mas ao mesmo tempo trouxe-me certezas. Os meus sentimentos solidificaram-se de uma maneira que nunca pensei poder ser. Também no verão eu e ele, nós, tivemos uma das experiências mais maravilhosas de sempre. Guardo cada pedacinho de momento, cada segundo na memória, e lembro-me disso todos os dias para ter a certeza que não se desvanece nada, um pormenor sequer.
Durante este tempo não deixei que outros entrassem na minha vida. Não de uma forma que pudesse ser especial. Esse lugar já está ocupado, ainda que sem rótulos.
Apesar disso dei-me conta que ser uma solteira indisponível não é fácil, mesmo nada fácil. Mas sim foram havendo alguéns que sinceramente quase não passaram de ninguéns pelo que representaram. Salvou-se a amizade.
Posso dizer que foi um ano de crescimento absoluto. Fui posta à prova de uma maneira única, mas superei-me. Percebi o que queria e passei a não duvidar de mim.
Também fui ao Moda Lisboa, e troquei novas juras de amor com a capital.
Comprei coisas que me fazem feliz, e ajudei gente que não tem quase nada. Senti-me bem com isso.
A meio do ano um membro da família foi assolado por uma doença grave. Mas por agora safou-se e fez-nos respirar de alívio.
Não pus os pés no ginásio, mas passei a subir escadas atrás de escadas todos os dias e a andar bastante a pé. Ok, e a não dispensar os abdominais.
Conheci, virtualmente aqui pela blogosfera, pessoas que me encantaram.
Chorei com a morte do Michael Jackson e acho que nunca ouvi tanto as suas músicas. Gosto mesmo dele.
Acho que foi o ano em que vi mais séries. A sério, já nem dou conta de quantas vi, mas sei que gostei da maior parte.
Infelizmente não foi o ano em que me tornei uma pessoa metódica ou extremamente arrumada. Mas sinceramente acho que nunca o vou ser.
Vibrei com os jogos de apuramento da selecção para o Mundial. Ri-me muito, gritei até não ter voz, dancei até já não sentir os pés e andei até ter que parar por já não aguentar mais.
Decidi-me quanto a alguns objectivos e tracei metas. Tive a cadeira de que mais gostei ao longo destes anos.
Enfim… Agora visto assim até parece que foi um ano bom. Mas pela intensidade com que tudo aconteceu eu diria que foi razoável a puxar para o bom. Os anos ímpares nunca são supremos para mim.
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One Response to “What about 2009?”

  1. Bruno Wednesday 30 December 2009 at 17:16 #

    É verdade, chega-se a esta altura e “paramos” para fazer balanço 🙂
    No fundo haverá sempre sempre coisas positivas, mesmos as que não foram positivas, mas permitiram-nos tirar lições e aprender.

    Como diria o Malato, foste feliz em Lisboa!!!! 😉

    Lisboa, muitas vezes encanta-nos quando temos tempo e oportunidade para percorrer as suas 7 colinas e “viver” cada um dos seus costumes, dos seus bairros, da sua grandiosidade.

    Que 2010 te sorria e todos os teus sonhos se tornem realidade 🙂

    Bjinhos

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