Humanamente caóticos

16 Aug
Depois de já alguns anos nestes trâmites do amor, chego à conclusão que nós, humanos, somos caóticos. Porque raio tendemos a gostar de quem não gosta de nós? Ou de quem até gosta assim só mais ou menos, de vez em quando? É difícil estar em sintonia nestas coisas do coração. É difícil encontar uma frequência em que dois corações batam sintonizadamente, em harmonia.
Eu, que agora me confesso, sempre tive dedo podre para estas coisas das relações. Sempre escolhi o côco mais alto no topo da palmeira, o mais difícil de alcançar, agarrar, e manter. O meu encanto sempre foi pelo quase inacessível, ainda que inconscientemente.
Já fui feliz muitas vezes é certo, mas não as suficientes.  Aliás, a bem da verdade, nestas questões amorosas já sofri o triplo da felicidade que obtive. Isso aborrece-me. Gostava de me contentar com coisas mornas, relações assim-assim, ternuras insossas. Mas sou pessoa de extremos, de intensidade. E depois sofro, pois claro que sim.
É claro que uma pessoa continua a alimentar a esperança, vazia, de que está ainda muita felicidade à espera de ser encontrada no caminho, que há ainda muita coisa boa reservada para nós. Mas é apenas uma esperança, que tanto se pode converter no euromilhões da felicidade, como na maior fraude de todos os tempos.
Com tanta mente brilhante por aí, não sei como ainda não foi descoberta uma equação do amor, segundo a qual toda a gente encontraria a sua metade lunática, de tal modo que tropeçaríamos em luas cheias a cada instante. Isso sim, seria avanço da ciência.
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