Presa

2 Jun
Aqui há uns dias tive exame. Estava marcado para as 15h30. Chego à faculdade em cima da hora, com uns minutos de manobra que ainda me permitiam ir à casa de banho, despejar as águas que me estavam a pôr à beira da aflição. Até aqui tudo muito bem. Acontece que, depois do servicinho feito e sabe lá Deus porquê, quando tento abrir a porta para sair a fechadura da desgraçada simplesmente emperra. Comecei a entrar em pânico, e a analisar qual a possibilidade de me armar em macaco e escalar a porta para sair dali para fora.  Nenhuma. Telemóvel sem rede. Comecei a pedir ajuda, quase quase a gritar, quase quase à beira das lágrimas. 15h30 e eu em pânico absoluto a amaldiçoar o momento, a vida, a porta, tudo e mais alguma coisa.
Felizmente uma alma caridosa foi chamar uma funcionária que me conseguiu libertar ao fim de uns 20 minutos. Toda eu era lágrimas e cara escarlate, que sou uma pessoa dada ao nervoso fácil. Criaturas, foi sem exagero das coisas mais aflitivas que já vivi.
É claro que, mesmo acabando tudo em bem, já fui para o exame um bocado descompensada. Aliás sou perita em episódios caricatos antes de exames. Uma vez, quando estava a ir para um de Latim, caí na passadeira a caminho da escola  e passei mais de meia hora do tempo da prova  com os risos de todos os automobilistas e transeuntes na cabeça, sem conseguir concentrar-me.
O que vale é que Deus é meu amigo e mesmo com estas peripécias vou-me safando. Mas que já passei cada saia justa, ai isso já. Agora riam-se. Podem rir-se à vontade que eu sei  que contado tem uma certa piada.
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