Let me scream!

28 Jun
Não sei que idade tinha ao certo quando vi o meu primeiro filme de terror. Talvez onze, ou doze. Lembro-me de ir com uma vizinha que já devia ter por volta de uns quinze. Lembro-me de ela, juntamente com os amigos, montarem um estratagema qualquer para conseguirem enfiar-me dentro da sala, porque o filme era para maiores de dezesseis. Felizmente tudo correu pelo melhor e lá me deixaram entrar.
O primeiro filme de terror que vi foi o Scream. Podia ter ficado traumatizada, podia ter passado as duas horas a chorar, ou de olhos fechados qual sessão de tortura contemporânea. Mas não, aguentei firme. Não me lembro de ter entrado em pânico, só de ficar colada ao ecrã de espanto. Acho que foi nessa altura que percebi que não tenho qualquer problema em ver sangue. Não me faz impressão, não me deixa à beira do desmaio, nada. O que viria a confirmar-se quando assisti a autópsias vários anos depois.
Hoje, dez anos passados, posso dizer que gosto muito de filmes de terror. Há sempre uma altura, quando os estou a ver e a cena é mais chocante, em que digo a mim própria que é o último e que aquilo é sofrimento gratuito. Mas a verdade é que há sempre mais um, e mais um.
O Scream (e quem gosta deste género de filmes concordará comigo) não é dos melhores, embora tenha tido o dom de imortalizar as máscaras pretas e brancas com ar de morte. Para mim, no entanto, tem um gosto especial por ter sido o primeiro.
E é por essa razão que hoje à noite vou ver o Scream 4 . E rever a Sidney (que deve estar mais enrugada no que no primeiro, aposto) .
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