A condição da vida é precisamente a morte

29 Jun
Não querendo entrar em especulações, toda a situação que envolveu o Angélico é muito triste. Não sei que tipo de desgraça se abateu sobre a TVI, mas já em 2006 vimos a vida do Francisco Adam ser ceifada também num acidente de viação. Há pouco tempo foi a história da Sónia Brazão. E agora pronto, foi o Angélico.
É incrível como um erro estúpido nos pode custar a vida. Sou um tanto ou quanto sensível neste tipo de coisas, e fico chocada com facilidade. Fico a remoer naquilo, e desato a tentar dizer às pessoas de quem gosto isso mesmo. Porque na verdade a única certeza desta vida é a morte. A dele foi assim, sabemos lá se a nossa não vai ser igual ou pior.
Relativamente à situação dele especificamente, impressionam-me os comentários absolutamente maldosos que vejo às notícias sobre o assunto nos jornais on-line, vindos de pessoas que devem ter ácido sulfúrico a correr nas veias em vez de sangue, e um rochedo no lugar do discernimento quiçá do coração. Só me ocorre pensar “perdoai-lhes que eles não sabem o que dizem”.
Nisto tudo e mais do que tudo sinto pelos pais. Não sei o que é ser mãe, mas acho que ninguém com o mínimo de sentimentos gostaria de estar na pele dos pais dele neste momento. Porque uma coisa é perder-se alguém de quem se gosta muito. Outra coisa é perder-se um filho, alguém a quem amamos incondicionalmente. A sensação deve ser esmagadoramente amarga.
Resta continuar a viver. Seja lá o que isso for.

 

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