É esta a justiça que chamam de boa?

4 Jul
Aqui há umas semanas quando rebentou o escândalo Strauss-Khan, não faltaram alminhas a elogiar a justiça americana. Era ainda tudo muito circunstancial, mas o haver alguém a quem lançar as culpas abnegando o que realmente se terá passado num espectáculo (degradante) de algemas e prisão eminente, passou (e passa) para alguns a imagem de que a justiça funciona e é muito célere. Levantaram-se as vozes dizendo a alto e bom som que se fosse em Portugal não se faria nada, e que o que ele merecia mesmo era apodrecer na prisão, desmerecendo (de um certo ponto de vista injustificadamente) a justiça penal portuguesa.
A verdade é que depois do circo todo montando a investigação mudou de rumo e a acusação de postura. Agora já é a alegada vítima que não tem credibilidade por ter mentido anteriormente de modo a conseguir residir nos Estados Unidos da América, e por ser namorada de um traficante de droga que actualmente cumpre pena. Ainda me custa a compreender no que é que isso interfere com os factos, mas pronto. Só posso concluir é que pelos vistos para a justiça americana por um lado a presunção de inocência é mera fachada, por outro os juízos de valor relevam na investigação a ponto de interferirem na interpretação dos acontecimentos sucedidos.
Só me resta perguntar: É esta a justiça a que chamam de boa? De exemplar?
Talvez fosse bom reflectir nestas coisas. Não sei.
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