Morte, para que saibas odeio-te

12 Sep
Nos últimos dias uma amiga da qual gosto muito perdeu o avô num daqueles requintes de malvadez próprios da morte, essa megera que está sempre à espreita. Perante a notícia o nó na garganta apertou-se e fiquei sem palavras. Simplesmente não sabia o que dizer. Eu, como possivelmente toda a gente, lido mal com essa coisa de as pessoas terem que morrer. Queria dizer-lhe que ia ficar tudo bem, mas todos sabemos que não ficará. As coisas acabam por se encaixar e voltar ao seu lugar mas nunca da mesma forma, o vazio quando vem é para ficar. E nestas alturas também nada do que se possa dizer traz consolo ou alento, só o tempo é capaz de nos devolver alguma paz. Sei-o por experiência, em Março um cancro levou-me a avó após tempo de mais de agonia e sofrimento. Por isso limitei-me a mostrar que estou cá para o que for preciso.
Lidar com o desaparecimento de alguém que nos faz falta é sempre tramado. Ficam sempre coisas por dizer, por mais coisas que tenhamos dito. A bem da verdade, acho que a única faceta menos má da morte é fazer-nos valorizar a vida, as pessoas à nossa volta. Portanto, temos que pegar em nós e dizer tudo o que temos para dizer às pessoas que importam. Sabemos lá se amanhã essa oportunidade já não nos foi ceifada.
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13 Responses to “Morte, para que saibas odeio-te”

  1. João de Castro Nunes Monday 12 September 2011 at 16:53 #

    A morte, cara Amiga, não tem cor,
    forma ou tamanho, cara linda ou feia,
    a morte não se estima nem se odeia,
    havendo que aceitá-la como for!

    JCN

  2. S* Monday 12 September 2011 at 17:39 #

    elizmente, a morte ainda não me roubou nenhum dos pilares… receio esse dia.

  3. Mar Monday 12 September 2011 at 21:18 #

    Obrigada meu doce!

  4. João de Castro Nunes Monday 12 September 2011 at 21:20 #

    A punição maior que poderia
    ao ser humano Deus ter reservado,
    do meu ponto de vista, consistia
    em tê-lo a viver sempre condenado!

    JCN

  5. João de Castro Nunes Monday 12 September 2011 at 21:44 #

    Tudo o que excede a idade centenária,
    pelo que ao ser humano diz respeito,
    suponho que será, no meu conceito,
    um desprazer, que não desejo a um pária!

    JCN

  6. João de Castro Nunes Monday 12 September 2011 at 21:57 #

    A morte é como ponte que permite
    aceder ao “castelo da ventura”
    predestinado a cada criatura,
    segundo antiquíssimo palpite!

    JCN

  7. João de Castro Nunes Monday 12 September 2011 at 22:07 #

    D. Pedro foi por amor
    que os assassinos matou
    da sua Inês, uma dor
    que ele nunca suportou!

    JCN

  8. any Tuesday 13 September 2011 at 02:37 #

    puxa, não sabemos como lidar com a morte, que coisa difícl
    trendluxo.com.br

  9. Laetitia Tuesday 13 September 2011 at 11:33 #

    Gosto deste.

  10. Laetitia Tuesday 13 September 2011 at 11:33 #

    Aiii tão, mas tão, acertado.

  11. João de Castro Nunes Tuesday 13 September 2011 at 15:03 #

    Há mil e uma maneiras
    de com a morte lidar,
    dependendo das cansiras
    em que a gente se encontrar!

    JCN

  12. João de Castro Nunes Tuesday 13 September 2011 at 15:10 #

    Corrijo a gralha “cansiras” por “canseiras”. JCN

  13. smmdm263 Monday 24 October 2011 at 20:27 #

    pois é…a morte essa megera…

    poppiesandbutterflies.blogs.sapo.pt
    ; )

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