Sintomas de uma crise (há muito) anunciada

12 Oct
Não sei se é por causa da crise – ou se é ela a desculpa perfeita – mas ultimamente algumas lojas andam a ultrapassar um bocadinho os limites no que toca a empurrar os artigos. Uma pessoa vai à Aldo ver sapatos e quase que nos obrigam a experimentá-los (só falta mesmo apontarem-nos a pistola ao cérebro). Se porventura levamos os sapatos querem porque querem que levemos os produtos para tratar deles (até nos olham como se fôssemos criminosos quando recusamos). Estou capaz de apostar que nos rogam uma praga “Aii não queres levar? Não queres? Então está bem mas não digas que não avisámos quando os sapatinhos estiverem todos trucidados. Nessa altura já não adianta chorar.” 
Na FNAC uma alma só quer comprar um bilhete para um concerto mas toca de nos tentarem persuadir a pagar pelo seguro e a ter cartão cliente, e mais e mais e mais (sempre mais). Até no café do costume aparentemente inofensivo, ao pedir-se um simples café – coisa rotineira deste nosso quotidiano português – nos querem impingir que seja com natas, ou com menta, ou com todos os condimentos e mais alguns.
Mas que raio de seita é esta entre os comerciantes, hum?
O “não quero, obrigada” passou a ser a frase que mais uso quando vou às compras. Eu, como possivelmente muita gente, não gosto de ser pressionada. E o facto de me estarem a chatear para comprar só me faz ter vontade de correr porta da loja fora qual Naide Gomes a descer em mim. E depois olhem só lá volto se quiser mesmo – assim mesmo muito – alguma coisa, caso contrário até passo longe para não me irritar.
Conclusão: a quererem ganhar tudo acabam é por perder. A gente sabe que querem vender, mas moer a cabeça às pessoas para comprarem não é de todo a solução. A sério.
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2 Responses to “Sintomas de uma crise (há muito) anunciada”

  1. João de Castro Nunes Wednesday 12 October 2011 at 23:29 #

    Ninguém me obriga a comprar
    aquilo que não procuro,
    pois em questões de gastar
    sou muitíssimo seguro!

    JCN

  2. Fiona Sunday 16 October 2011 at 17:09 #

    Também detesto quando me tentam “impingir” algo mais do que aquilo que eu procuro numa loja. Gosto que os empregados sejam atenciosos mas não gosto de me sentir perseguida (mas às vezes é o que acontece…). E partilho da opinião de que, cada vez, os empregados tentam que levemos sempre mais qualquer coisinha… Mas quem sabe o que precisa somos nós, não é verdade?

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