Isto dos maçons…

13 Jan
De há uns tempos para cá o assunto maçonaria transformou-se num real concorrente da crise no domínio do tempo de antena. Desdobrou-se em jornais, em conversas de café, em diz que disse nas bocas do povo. Vejam lá que até uma vizinha minha que tem idade para ser bisavó se intriga com aquela gente. 
Mas a verdade é que eles sempre existiram. Sempre estiveram lá qual poder paralelo. Sempre houve interesses envolvidos, acordos fechados de avental, altos cargos irmãos de crença. Há uns anos, movida pela curiosidade que o secretismo provoca, li bastante acerca da maçonaria. E por isso temo que enquanto o escândalo rebenta e se põem a nu algumas verdades inconvenientes – despoletadas provavelmente por um elo descontente – se irá dar um adormecer estratégico que dura o que durar. Afinal qual é a pressa? A maçonaria já sobreviveu a muito pior ao longo dos anos e continua intacta. Daqui a uns tempos os media já se cansaram de repetir o mesmo, os rios de tinta já correram e desaguaram num mar de lucro, o tema de tão espremido já nem uma gota verte, e o povo – pacificado pela sua própria curta memória – já estará entretido com outra polémica surgida entretanto. Os encontros voltarão a dar-se, os negócios de avental voltarão a fechar-se, e os acordos sugadores de dinheiro (afinal não é à volta dele que gira quase tudo?) continuarão a levar-nos parte da contribuição monetária de cidadania… E a maçonaria, essa, voltará a respirar o alívio de a terem deixado em paz por mais uns tempos.
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