Archive | June, 2012

Unidos por Portugal!

21 Jun
Falta pouco mais de meia hora para que o jogo comece. Estamos aqui sentados com amigos fazendo e desfazendo conversas que já se mostram ansiosas. Há quem roa as unhas, quem mande mensagens, quem vá petiscando para forçar o tempo, simuladamente vagaroso, a passar mais depressa. A piscina, outrora tentadora, jaz agora deserta à nossa frente.
É tácito que quando o jogo começar o silêncio reinará. Durante alguns minutos apenas. Depois será quebrado pelas típicas expressões futebolísticas. Gritos ao árbitro, suspiro longo porque foi na trave, grito histérico porque foi golo. Mexam essas pernas, coração em alvoroço.
Enquanto ajeito o meu cachecol patriótico (sim, só por Portugal uso um cachecol numa tarde amena de Junho), dou por mim a pensar que jogos destes são impróprios para cardíacos. Deveria até ser obrigatório passar um anúncio, antes do jogo, a alertar para isto.
Vão ser 90 minutos de sofrimento. E, se tudo correr bem, de alegria também. Porque digam lá o que disserem não há nada mais bonito que um país unido. Ainda que em nome do futebol.
Força Portugal!
 
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Querido Verão:

21 Jun
Sabes que nutro por ti os mais ternos sentimentos. Atrevo-me até a confessar que gosto de ti como gosto de poucos. Por isso te escrevo num devaneio desesperado pela tua chegada.
Gosto do calor dos teus braços, gosto dos beijos com sabor a mar, gosto de conversas que começam de tarde e se prologam pela noite amena, ao sabor gelado de qualquer bebida. Gosto dos mergulhos na piscina dos quais os livros, salpicados com eternas gotas de água, são testemunhas perfeitas. Gosto de comer melancia até me fartar, de rir até que me doa a barriga. Gosto das promessas que se fazem com desejo perpétuo. Gosto de sentir a areia morna debaixo dos pés, gosto de ouvir a tua música típica, de banhos a toda a hora. Gosto das fotografias parvas, dos rodopios insensatos, de me (re)descobrir ao teu ritmo.
 
 És mestre em pôr-nos de perna ao léu e em tatuar-nos sorrisos nos lábios. És perito em fazer-nos dançar até ao amanhecer, em fazer-nos felizes só porque sim, porque contigo tem outro sabor. É ao teu compasso que muitos se apaixonam e outros tantos se divertem. É ao teu ritmo que deixamos o sol beijar-nos a pele, as ondas enrolarem-nos nas suas brincadeiras infantis. És rei da felicidade, imperador da alegria. Contigo a vida vale mais a pena.
Por isto e muito mais peço-te que chegues como deve ser. Não por obrigação de quem tem um calendário para cumprir. Mas porque há gente que gosta de ti a sério à espera, e porque o bom filho à casa torna. Não sei se já te disseram mas o Outono, triste e sombrio num conluio com as chuvas, quer roubar-te o lugar. E já nos roubaram tanto este ano que a última coisa que precisamos é que te levem também. Volta verão, estás perdoado.

Tropicana

21 Jun
Quando uma das minhas melhores amigas me ofereceu estas calças eu ia morrendo de alegria. Venero padrões tropicais ao melhor estilo Carmen Miranda. É daquelas coisas que se ama ou se odeia, bem sei. Eu, oriunda de um país tropical, mais que amo. O colar tucano foi um achado nas bijuterias da H&M há uns verões, e a túnica de cetim foi daquelas aquisições que valeu todos os tostões que custou. Tenho-a há anos e continua perfeita.
Definitivamente para combater dias cinzentos há sempre sorrisos e cor.

Requintes de ironia

21 Jun
As sábias mãos do destino (para quem acredita nele) adoram os requintes de ironia. E isto da Grécia ter calhado a jogar com a Alemanha os quartos de final do Euro é tremendamente irónico. 
Pronto, querida Merkel, o karma é lixado.

It’s all about neon!

20 Jun
Sou viciada em cores fortes. E sob pena de soar falaciosa confesso que essa é, irremediavelmente, uma das razões pelas quais venero este casaco. O investimento está mais que rentabilizado com as vezes que já o vesti (por exemplo aqui e aqui). Como o verão tarda em chegar tem sido útil para combater os frescos ares da manhã e do fim de tarde. Podem dizer que estou viciada nele. Eu admito, estou. Quanto ao resto o colar é o mais recente menino dos meus olhos (escaravelhos amorosos estes), blusa branca fluída com pormenores ao fundo (sou dada a pequenos pormenores como já devem ter reparado), Melissas nos pés, e jeans básicos um dos mais preciosos must-have de qualquer femme.

O Irão é muito mais do que armamento nuclear

20 Jun
Esta é apenas uma das obras que está em exposição na galeria de arte Regard Sud. A proposta é deixarmo-nos embrenhar pela arte e reflectir no que é hoje a sociedade iraniana. Pensarmos de que é feito o tecido do povo iraniano para além das questões nucleares e contendas com os ocidentais. Quebrarmos barreiras e observarmos apenas o belo para além das influências geopolíticas.
Este é dos retratos que mais gostei (pelo menos dos que vi aqui). A autoria é de Rana Javadi. 

Injustiças do Euro

20 Jun
Gosto de futebol. Aliás, gosto mesmo de futebol. Por isso sempre que há um Euro ou um Mundial vibro de alegria. Não só por Portugal, mas porque é uma oportunidade fantástica para se ver aquele futebol bom que durante o ano anda perdido nos mais variados clubes. Ainda assim,  tenho que frisar que tenho achado este Euro bastante injusto. Quer a Croácia quer a Ucrânia levaram, nitidamente, um empurrão da equipa de arbitragem para fora da competição. E estas coisas de se proteger sempre os mais fortes enerva-me sobremaneira. Não por ser uma defensora dos pobres e oprimidos, mas porque me parece que com estas coisas toda a gente perde. Perdem o desporto, os atletas, e até as pessoas o gosto pelo Euro. Acho que já era altura da UEFA se deixar de amadorismos e impor rigor neste tipo de competições. Digo eu.