Cancro maldito

30 Jul
Um colega do meu namorado morreu há uns dias, com cancro. Um tipo de 24 anos, cheio de vida, de planos, de sonhos. E eu só me lembro de como odeio essa maldita doença. A megera já me levou a avó, e leva, todos os dias, pessoas boas a mais. Sei que temos de morrer de alguma coisa. Mas se morrer aos 24 anos já é uma rasteira maldita, o que dizer de morrer na agonia? Sim porque ter cancro é acima de tudo agoniante, desesperante. Podem dizer que não sei nada sobre isso. É verdade. Não sou médica, não trabalho em saúde, nem nunca tive nenhuma doença grave. Mas sei como é o sofrimento de alguém que tem a doença porque vivi-o de perto. Sei como é procurar uma esperança onde quase não há, sei como é ter que pensar que, a cada novo dia, se pode dar um milagre. 
Sinceramente não desejo a ninguém esta doença maldita. É demasiado cruel até para a mais cruel das pessoas. Por isso peço, todos os dias, que algum investigador brilhante consiga uma cura eficaz que a erradique da face da Terra para todo o sempre. A todos os que estão a passar por ela desejo mais do que força, coragem. Há heróis que ainda a conseguem pôr a um canto e mandá-la para o espaço. E é isso que eu quero: que o maldito cancro vá para o espaço e nunca mais volte.
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