Archive | July, 2012

Aeroporto

25 Jul
Enquanto espero, sentada num daqueles bancos de aeroporto, pela chegada de alguém especial, dou por mim a imaginar a quantidade de vidas que já por ali passaram. Gentes de todos os cantos do globo, dos sítios mais óbvios e dos lugares mais perdidos no mapa. Olho à minha volta e, mais que pessoas, vejo pessoas com sonhos, com esperanças. O aeroporto será sempre um lugar de esperanças. Esperança de rumar a uma nova vida, esperança de encontrar uma nova vida, esperança de nos sentirmos em casa, esperança de conhecermos mais um pedaço de mundo, esperança de reencontrar quem nos faz feliz. 
Mergulhada nos meus pensamentos reparo que a maioria das pessoas que por ali está sorri. As coisas já não são como antigamente em que entrar num avião era sinónimo de não saber quando mais voltar. Hoje vai-se, vem-se, sem medos. E isto é, definitivamente, das melhores coisas que a evolução trouxe. A oportunidade de concretizarmos esperanças aqui, ou noutro lugar qualquer. A oportunidade de sonharmos mais alto. Sem o medo de, se correr mal, não podermos voltar.
O meu alguém especial chega e dou por mim também a sorrir. Perco-me num abraço que é tão meu, e sinto-me ali em casa. Interrompidas as indagações tenho ainda tempo para dizer a mim própria o que já repeti mil vezes desde criança: adoro aeroportos.
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Das filas que desaparecem por magia

24 Jul
Ultimamente dei por mim a perceber que tenho um problema. Sim, o problema só pode ser meu. Quando vou a algum sítio em que haja fila, baseada no senso comum, enfio-me quase sempre atrás da que tem menos gente. Mas a verdade é que, basta eu aparecer, para a  fila empanar (ou porque alguém se esqueceu de alguma coisa, ou porque há algum problema com o cartão, ou sabe lá Deus porque outra razão que nem lembra ao diabo), e a outra que era gigante se despachar num ápice. Isto tira uma pessoa do sério. Há quem diga que é azar. Eu acho que já se aproxima das margens de um problema. Que eu, decididamente, tenho.

Produto estrela

24 Jul
Sempre ouvi dizer que as pinças da Tweezerman eram as melhores do mundo. Não apenas a uma pessoa mas a várias. Pessoas que nem se conheciam entre si, pelo que não se poderiam ter influenciado. No entanto, como nestas coisas sou como São Tomé preciso ver para crer, resolvi comprar uma. Confesso que não estava à espera de nada de especial. Pensei que sim que deveria ser boa mas dentro do normal, nada de fantástico. A verdade é que, quando a experimentei, surpreendi-me sobremaneira. Tornei-me igualmente defensora de que é a melhor pinça do mundo. Realmente é.  Admito que me juntei, oficialmente, ao clã das que nunca mais quer outra na vida. A danada capta pelos dos mais finos, e arranca-os com precisão. Apanha até os desgraçados que ainda só estão a aflorar. Não nos faz passar por aquele martírio do “aiii que estou quase a agarrar, aiii bolas que ainda não foi desta, desgraçado pelo do demónio”.  O que, para pessoas que arranjam as próprias sobrancelhas, como eu, é uma benção dos deuses. Não vos vou mentir e dizer que  foi barata. Não foi (23 euros), mas valeu todos os cêntimos que custou. É claro que quando a estava a comprar pensei que deveria estar doidinha de todo para dar mais de vinte euros numa pinça, mas pronto valeu a pena. De todo o modo, tinha imaginado comprá-la com desenhos, especificamente uma de leopardo que tinha visto na net ( vá, bem perua, ler com sotaque brasileiro). Só que, quando fui à loja, só havia assim lisa. Obriguei-me a deixar a peruice de lado e a trazer a simples.
Achei que era boa ideia partilhar porque este é o meu mais recente produto estrela. Se nunca experimentaram aconselho vivamente. Decididamente é a oitava maravilha em termos de depilação facial.

 

Decididamente canina

24 Jul
Embora adore animais não sou muito dada a gatos. Acho-os traiçoeiros e um tanto ou quanto calculistas. É claro que há excepções. E é óbvio que, mesmo não simpatizando muito, se alguém me pedisse para olhar por um fá-lo-ia de bom grado. Sou mais canina, decididamente. Sempre me dei melhor com cães e sempre fui muito mais ligada a eles.
Lembro-me de, em criança, a gata da minha tia me rasgar a mão toda com as garras. A imagem do sangue a jorrar ainda me está bem presente na mente, pelo que, a partir daí, passei a evitar cont(r)ato com felinos. Por isso, quando o meu namorado arranjou uma gata bebé eu desconfiei. Ele lá me veio com a lenga lenga, amolecedora de coração (devidamente acompanhada dos olhinhos-gato-das-botas), de que a pobre tinha sido abandonada, e que teve tanta pena que não resistiu a dar-lhe um lar. Apesar de ter aprovado a ideia continuei a olhar para o bicho de forma desconfiada. Mas a verdade é que, depois de a ter visto dormir em cima da box, comecei a achá-la fofa. Quer dizer não a adoro, mas acho-a fofinha. E pego-lhe ao colo, brinco com ela, até já lhe dei comida. Não somos melhores amigas, longe disso, nem acho que seja uma relação harmoniosa. Mas acho que os progressos são notórios. É claro que não resisti a achar piada quando decidiu fazer as necessidades em sítios impróprios. Porém admito que esse já é o meu lado eu-bem-te-avisei-que-o-bicho-não-era-de-confiança a vir ao de cima. 
Seja como for, continuo a sonhar com o meu labrador. Aqui há uns tempos ainda achava que ia ficar solteira para sempre. E quando me punha a imaginar isso via-me sempre com um labrador. Ou com outro cão qualquer. Jamais com um gato. Acho o protótipo de uma mulher solteira com gatos dos mais arrepiantes de sempre. Embora compreenda e conviva bem com o facto de haver quem goste da ideia.
Não espero que me compreendam. Nem espero que pensem que um dia se vai dar uma reviravolta e vou passar a amar gatos. Acho que não. A bem da verdade, a única gata que venero é a Marie, dos Aristogatos. Nem sequer é bem real. Sei que os amantes dos felinos me vão achar uma pessoa estranha. É normal que sintam isso. Mas eu logo disse, quando comecei a escrever este texto, que era uma pessoa canina, não disse? 

O google está tão bonito…

24 Jul
Ou de como admiro a Amelia Earhart. E de como me apetecia sobrevoar o Atlântico, já esta manhã, rumo a um destino qualquer.

Suburban Secrets

23 Jul
Ultimamente ando viciada num programa chamado Suburban Secrets. É emitido na Fox Crime, e a temática, como está bom de ver, são crimes. Basicamente o crime é apresentado e depois acompanhamos todo o desenrolar da investigação até se chegar ao autor do mesmo. Dentro das barbaridades há de todo o tipo. Homicídios dos mais hediondos, em circunstâncias que não lembram a ninguém. E eu gosto de ver aquilo. De alguma forma acho que, mesmo sendo tenebroso, é interessante perceber como é feita a investigação. Como são catalogadas as pistas e tudo o mais. Se gostam destas coisas, fica a dica.

The Black Dress

23 Jul
A sabedoria popular diz que “com um vestido preto nunca me comprometo”. Eu digo que, quando o vi no início da colecção, na Mango, me perdi de amores. Fui corajosa o suficiente para esperar pelos saldos e consegui trazê-lo para casa. Muitos dirão que é só mais um vestido preto. Sim, é. Mais um vestido preto no meio das dezenas que tenho no tom de ébano. Mas é muito mais do que isso. É um vestido preto confortável, despretensioso, perfeito na conjugação de dois adjectivos essenciais em época estival: prático e bonito. O facto de uma das alças ser uma fivela, tipo couro, arrebatou-me desde o início. A mala, da Aldo, é a expressão do meu amor incondicional pelo estampado leopardo. Parece um saco de praia bem sei, mas há lá coisa melhor para um verão que acaba quase sempre à beira mar? As sandálias, lembrar-se-ão os mais atentos, já as pus por aqui. São umas Miss Sixty idosas que amo de paixão. 
Se é certo que estes dias pedem cor, também o é que às vezes nos apetece regressar ao negro. Tão simples.