O tamanho importa?

14 Aug
Durante muito tempo teci, infundadamente admito, uma certa implicância para com os livros de bolso. Racionalmente sabia que o conteúdo era o mesmo dos de tamanho normal, mas o meu lado sentimental inclinou-se sempre a gostar mais dos últimos. Pareciam-me, invariavelmente, mais autênticos. Como se nos de bolso, por serem pequenos, faltasse sempre qualquer coisa. Houvesse alguma página retirada estrategicamente, alguma falcatrua. Mas há uns tempos, mais por solidariedade com a minha coluna do que por qualquer outra coisa, resolvi dar-lhes uma oportunidade. É que, andar com calhamaços para trás e para a frente é coisa que não agrada a ninguém. Esperta, dirão alguns. Primeiros sintomas de velhice, afirmo eu. Por isso lá trouxe dois. “O cliente” do John Grisham na língua original (já tinha lido a versão traduzida há uns bons tempos), e “A chave para Rebecca” do Ken Follett. A verdade é que, para trazer na mala no dia a dia, no combate aos tempos mortos, de espera e tudo o mais, são perfeitos. Mas para saborear a leitura como gosto de fazer, para me perder nas palavras, para beber do que o autor quis dizer, continuo a preferir os de tamanho original.
É caso para dizer que o tamanho realmente importa. Provavelmente é apenas uma mania minha. Quero acreditar que uma mania boa, apesar de tudo.
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One Response to “O tamanho importa?”

  1. S* Tuesday 14 August 2012 at 12:47 #

    Sou um bocadinho preconceituosa, olho de lado os livros pequenos.

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