Yo no creo en brujas…

19 Nov
 Pero que las ay, las ay. 
Escrevo não em tom de lamúria ou de revolta, mas com a serenidade própria de quem levou uma bela rasteira da vida.
Eu pensava que me tinha livrado do hospital por uns bons tempos. Mas enganei-me. Enganei-me redondamente. Depois de uma das pessoas mais importantes da minha vida ter passado por um mau bocado eu pensei, ingenuamente, que já tinha a minha quota de hospitais por um bom tempo. Só que a vida é o que é e não o que queremos que ela seja. De repente, a pessoa mais especial do meu mundo foi lá parar. Assim do nada. Um mal estar, urgências, e internamento. Tudo repentino.
Daí a minha ausência por aqui. Passei a última semana praticamente acampada nos HUC. Eu, que mal sabia onde eram as urgências, passei a conhecer alguns dos corredores como a palma da minha mão. Valeram-me as enfermeiras simpáticas, as auxiliares amorosas, a humanidade de todo o serviço. 
A guilhotina da doença caiu por aqui e a verdade é que nunca estamos preparados. Por mais forte que achemos que somos, por mais que achemos que connosco vai ser diferente, a agonia que se abate sobre uma pessoa é dilacerante. Palavras como doença, cirurgia, internamento, desabam como um chorrilho demoníaco sobre nós. Parecem uma guilhotina prestes a chacinar-nos. 
Se há coisa que já sabia mas que agora se tornou clara como a água é que não somos praticamente nada neste mundo. As guerrinhas do dia a dia, as invejas, as mesquinhices a que teimamos dar importância são pura insignificância. Tolices de quem não valoriza a vida como ela merece ser valorizada.
Seja como for, queria deixar uma palavra a todos os que me lêem com carinho e que decerto terão dado pela minha ausência. Eu gostava de ter escrito, mas simplesmente não conseguia. Todo o meu cérebro estava absorto no problema sério que desabou na vida de uma das pessoas que mais amo. O nó na garganta tomou-me conta do corpo e da alma. Tempos difíceis, é o que é.
Por agora as coisas estão mais calmas e por aqui tudo volta ao normal. Mas façam-me um favor: esforcem-se por serem felizes. 

 

Advertisements

3 Responses to “Yo no creo en brujas…”

  1. Sílvia Ribeiro Monday 19 November 2012 at 18:57 #

    Que tudo melhore rapidamente. Um beijinho*

  2. justoandreia Tuesday 20 November 2012 at 01:31 #

    Que Deus vos abençoe minha querida.

  3. Peppy Miller Monday 10 December 2012 at 17:57 #

    Tens toda razão no que escreves. Por vezes damos importânicai àquilo que não tem importância e hoje em dia quem importa é a famíla, os amigos, a saúde e o amor. O resto vem por acréscimo 🙂

Express yourself!

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s