Ao sabor do chá ou do maracujá

26 Feb

O meu dia começa, invariavelmente, ao sabor de chá. Fumegante no inverno, gelado no verão. Enquanto o beberico pensativa, encostada à janela observando o acordar da cidade, dou por mim a pensar na rotina. Há quem a transforme num monstro e apregoe que nos faz mal. Há quem não saiba viver sem ela. E há aqueles outros, como eu talvez, que a apreciam na medida certa. 

A verdade é que há uma certa segurança na rotina de todos os dias. Naquilo que, de alguma forma, achamos que podemos controlar de tão aparentemente previsível. Bebericar aquele chá, manhã após manhã, dá-me alguma paz. É um ritual de mim para mim onde me dou alguns minutos a devaneios. Acredito, porém, que quebrar a rotina de vez em quando faz bem. É bem possível que, num ou noutro dia, me apanhem com um sumo de maracujá logo pela manhã. Ou até com um cappuccino. O diferente renova-nos, permite-nos saborear a liberdade que tanto apreciamos, absorver novas experiências. E de repente, quem sabe, alguma outra coisa se torna a nossa rotina por gostarmos tanto dela. Porque no fim de contas a rotina é como a vemos. Pode ser boa, pode ser má, ou pode ser algo que queremos substituir. O que importa realmente é que não a deixemos entrar em todos os compartimentos da nossa vida. Afinal, é a nossa vida. Ainda temos uma palavra a dizer, não é? 

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