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Ao sabor do chá ou do maracujá

26 Feb

O meu dia começa, invariavelmente, ao sabor de chá. Fumegante no inverno, gelado no verão. Enquanto o beberico pensativa, encostada à janela observando o acordar da cidade, dou por mim a pensar na rotina. Há quem a transforme num monstro e apregoe que nos faz mal. Há quem não saiba viver sem ela. E há aqueles outros, como eu talvez, que a apreciam na medida certa. 

A verdade é que há uma certa segurança na rotina de todos os dias. Naquilo que, de alguma forma, achamos que podemos controlar de tão aparentemente previsível. Bebericar aquele chá, manhã após manhã, dá-me alguma paz. É um ritual de mim para mim onde me dou alguns minutos a devaneios. Acredito, porém, que quebrar a rotina de vez em quando faz bem. É bem possível que, num ou noutro dia, me apanhem com um sumo de maracujá logo pela manhã. Ou até com um cappuccino. O diferente renova-nos, permite-nos saborear a liberdade que tanto apreciamos, absorver novas experiências. E de repente, quem sabe, alguma outra coisa se torna a nossa rotina por gostarmos tanto dela. Porque no fim de contas a rotina é como a vemos. Pode ser boa, pode ser má, ou pode ser algo que queremos substituir. O que importa realmente é que não a deixemos entrar em todos os compartimentos da nossa vida. Afinal, é a nossa vida. Ainda temos uma palavra a dizer, não é? 

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O meu vício tem nome: Hot Love

15 Feb
hot lovePorque este chá é mais que delicioso e porque ando absolutamente viciada.

Peregrinos do sabor

23 Nov
Quando pensamos em Fátima pensamos automaticamente em religião, certo? Eu diria que não só. Numa cidade que é destino de tantas promessas e na qual se desenrolam, um pouco por toda a parte, os meandros da fé, a tentação está ao virar da esquina. Curiosos? Dá pelo nome de Paladares & Tentações e é daqueles sítios em que apetece estar. Dei com a loja por acaso, num desses ataques de fome de fim de tarde, depois de um dia com agenda cheia na cidade. A decoração irrepreensível, que vislumbrei da rua, encheu-me os olhos e isso bastou para que arrastasse as minhas companhias para uma, nesse momento ainda desconhecida, aventura deliciosa. 
Quais peregrinos do sabor demos por nós a provar chás deliciosos, chocolate quente de chorar por mais (e de fazer inveja a muitos que provei na Suiça), tartes e bolos caseiros de fazer água na boca. A somar, ainda há toda uma parafernália de iguarias que podemos trazer para casa: infusões, patés, compotas, canela e tantas mais especiarias vindas de lugares longínquos. Não esquecendo, é claro, os melhores sabonetes do mundo oriundos do Porto: Claus. 
E porque os pormenores fazem a diferença, o lavatório da casa de banho tem à disposição, além do habitual sabonete líquido, creme hidratante para as mãos. Pequenos mimos deliciosos, verdade seja dita.
A cereja no topo do bolo deu-se quando me apercebi que por lá repousavam embalagens do meu chá preferido: Mariage Fréres. Confesso que me deixei cair em tentação e trouxe algumas para casa. Impossível resistir ao melhor chá do mundo.
Desconfio que Fátima vai passar a ser destino de outro tipo de peregrinação mais terrena: a peregrinação do sabor. Vão resistir?

 

O meu vício tem nome: Russian Earl Grey

12 Aug

No verão tomado gelado, como se quer, é um prazer deliciosamente divinal.

O meu vício tem nome: Chá

9 Mar
Bem, vocês já estão cansados de saber que adoro chá. Sou viciada em infusões, que no geral amo de paixão.
Ultimamente tenho-me rendido aos chás da Teekanne, que são simplesmente estupendos ( então a colecção do amor até me faz levitar).
 E nada sabe melhor num dia frio que um cházinho fumegante, não é verdade?