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Os ex podem dar óptimos amigos

15 Sep
ManAndWomanTrês anos passaram desde que pusemos um ponto final na relação. Foi um fim civilizado, sem grandes mágoas ou angústias. Se me perguntarem porque é que acabámos exactamente não sei dizer.Não porque não me lembre, mas porque não houve um real motivo. Achámos que seria o melhor para os dois naquela altura, uma vez que a pressão da distância estava a sugar-nos toda a energia.
Seguimos caminhos diferentes. Ele ficou em Lisboa, eu fiquei aqui. Continuámos os contactos indispensáveis como a mensagem nos anos, o feliz natal, ou as tipícas conversas no msn em versão twitter, leia-se sem grandes delongas.
Durante este tempo todo fizemos o tal luto da relação. Eu arranjei outros namorados, encontrei o que me parece ser o grande amor, fiz amigos, escrevi uma nova página, em suma. Ele também, por lá.
Muitas vezes me lembrei dele e até tive vontade de ligar para saber como iam as coisas. Mas sempre que pegava no telemóvel faltava-me a coragem. Adiava para a vez seguinte, que nunca chegava.
Até que chegou, vinda da parte dele. O telefonema inesperado a dizer que tinha sido pai de uma menina. A mãe é de cá mas já não estavam juntos. E ele, ele queria que eu soubesse que estava a mudar-se. De malas e bagagens para perto de mim (quase, quase meu vizinho).
Precisei de algumas semanas para assimilar e adiei o encontro. Talvez por medo do que iria encontrar, admito.
Hoje lá arranjei coragem. Aceitei o convite para o café. E foi o melhor que poderia ter feito. Encontrei um homem mais maduro, babado pela filha que só ele. Encontrei sobretudo o amigo que tinha deixado lá atrás perdido algures na história da minha vida.
O turbilhão de emoções foi intenso. Uma pessoa olha para um ex e instantâneamente vê o filme do que viveu com ele. As lembranças dos bons e maus momentos trespassam-nos a mente nem que apenas por uma fracção de segundos. Não sei descrever o que senti.
O encontro foi rápido, por motivos profissionais da parte dele. Quando fui embora, aliviada por um lado e culpada por não o ter feito antes, estava acima de tudo em paz.
E quando menos esperava o convite para jantar. Num sitío agradável que só ele,com muitas gargalhadas e sorrisos. Por momentos voltámos a ser o que fomos um dia.
A quimíca mantém-se, é certo. Mas tudo o que nos rodeia é tão diferente, incluindo os sentimentos, que nunca resultaria. Ambos sabemos disso. Mas também sabemos que nos queremos presentes na vida um do outro, com o apoio incondicional de outrora.
O luto acabou, estou certa. E sei que hoje foi o primeiro dia da nova história de uma velha amizade.
Porque no fim ex-namorados podem ser óptimos amigos.
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O gostar é ingrato

14 Sep
love pin upNão é fácil gostarmos de alguém que não gosta de nós. Ou que até gosta mas não é aquela coisa. E ainda é mais difícil quando um homem gosta mesmo de nós, e nós só gostamos dele assim como amigo ou para umas voltas, porque gostar gostar gostamos é de outro que nos enche as medidas,nos faz estremecer perante a sua presença, e que sim também gosta mesmo de nós.
Isto de gostarmos sem sermos correrspondidos devia ser proibido, a atirar para o insconstitucional mesmo.
Já toda a gente alguma vez na vida se viu assim sem feed back por parte de alguém especial. Ou até com feed back físico, que a atracção tem dessas coisas, mas sem a tal correspondência de sentimentos que toca bem fundo na alma. E por toda a gente saber como dói é que custa saber que há alguém assim por nós. Pelo menos a mim custa-me. E no fundo não consigo não me sentir mal com isso.

Perda de interesse?

5 Aug
Há uns dias estava com uma amiga especial, e conversa puxa conversa por entre cocktails coloridos, quando ela me disse que o namorado lhe contara que em tempos esteve muito interessado numa rapariga, mas que quando soube que ela não era difícil, ou melhor, que já tinha andado com homens pelos quais ele não tinha muita consideração perdera todo o interesse.
E  por causa desta conversa pus-me a reflectir. Sinceramente, considero infantil alguém perder o interesse no outro só porque já existiram muitos homens ou mulheres antes da pessoa. Quer dizer, onde é que se encaixa o gostar? Onde é que se encaixa o carácter, amabilidade e brio nos gestos?Onde é que fica a alma?
Acho que não deixaria de gostar de alguém porque já existiram “n” mulheres antes de mim. Aliás o que é que isso tem a ver com a minha felicidade? Em que é que isso me afecta directamente? Sendo honesta ficaria ofendida se alguém me dissesse, olha até estava interessado em ti, mas como já andaste com este ou com aquele mudei de ideias e já não quero nada contigo.
Quem gosta gosta, ora bolas. É claro que há defeitos ( ex: viciado em drogas) que se podem revelar insuportáveis. Mas quanto aos defeitos comuns, não me venham com coisas: quem gosta mesmo aceita. Quem gosta mesmo adapta-se. Para quem gosta mesmo o que importa é o presente, o nós, e não o passado de cada um…

Tudo o que eu quero

20 Jun
Tudo o que eu mais quero é que o cheiro dele não saia do meu corpo.
Tudo o que eu quero é conseguir dizer-lhe  que é ele o homem que eu venero.
Tudo o que eu quero é tê-lo aqui, enquanto este sentimento durar.
Tudo o que eu quero é que ele perceba que eu o amo.
Tudo o que eu queria é que ele soubesse que ainda não fui embora, ainda não virei as costas e fui viver a minha vida ( o que diga-se de passagem me faria sofrer bem menos), porque simplesmente não consigo passar sem ele.
Mas sou uma fraca. Uma fraca orgulhosa.

O bandido mais famoso: amor

12 Jun
nakedO amor é aquele bandido que já todos conhecemos. Mas é aquele bandido charmoso e cheiroso, ao qual não conseguimos resistir.
Já tive desgostos de amor, claro que sim. Já muitas vezes ouvi, e cai,  na cantiga do bandido.  Já chorei, espernei, já o amaldiçoei, já  me iludi,  já ri até chorar, já senti a felicidade plena. Porque o amor é mesmo isso, um antagonismo.
Mas depois de cair das nuvens várias vezes, uma pessoa aprende a proteger-se. Aprende a articular o viver intensamente, o entregar-se, com algumas precauções anti-quebra-do-coração.
No entanto, há muita gente que além de se entregar totalmente passa a achar-se dona de algo que não  pode ter num sentido de posse ou de propriedade. Porque a fronteira entre amor e obcessão é muitas vezes, ténue.
Há pessoas que se apegam de mais, para as quais tudo já só faz sentido com aquela pessoa, só saem com a pessoa, só se divertem com a pessoa, e em última análise, tentam pôr a pessoa numa gaiola. E muito provavelmente nem se apercebem de que o outro está a morrer sufocado, não aguenta mais. Ou se percebem têm o tipo de pensamento ” é meu, é meu, é meu, e é muito meu”. Não se iludam: ninguém é de ninguém.
Nós devemos querer ter alguém ao nosso lado porque essa pessoa gosta realmente de nós, porque nos quer bem, porque fomos a sua escolha. E não porque queremos aquela pessoa à força, em alguns casos chegando até ao ponto de a colocar numa situação de dependência para ela não nos fugir. Isto é errado: é errado com os outros, mas principalmente é errado com a própria pessoa que adopta este tipo de atitude.
Digam o que disserem ninguém consegue ser feliz assim. Do que me adianta ter ao meu lado uma presença física, uma sombra, se não sou eu quem ele quer? É que essa história do “ah o meu amor dá para os dois” é a fantasia mais ridícula que existe. As coisas não funcionam assim. As relações não podem ser construidas apenas por um, apenas com o amor de um. Há que ser realista ( deitem fora os óculos com lentes cor-de-rosa – risos).
E em alguns casos talvez a pessoa amasse sim quem a sufoca, mas de tão “sem ar” que está começa a ganhar-lhe ódio, osga. Começa a desprender-se de uma forma que não tem volta.
Portanto, da próxima vez que estiverem sempre em cima do parceiro(a) ( vá mentes preversas não estou a falar no sentido sexual) pensem se vale a pena. Pensem que se gostam tanto assim, como pensam que gostam, então quererão ver a outra pessoa feliz, independentemente das escolhas que faça, quer vos incluam ou não. 
Pensem se não gostariam mais de ter a pessoa porque simplesmente ela também vos quer: simples assim.
Em suma, vivam,conheçam outras pessoas, façam amigos. O amor não tem que representar um isolamento do mundo, ao contrário. Porque um homem ou uma mulher, ainda que seja aquela pessoa, não é a nossa vida, não o pode ser. Temos outras vertentes em que devemos investir também.
Isto se quisermos ser felizes. Se quisermos estar em paz. Se quisermos ser bem sucedidos na vida a todos os planos. Como em tudo, há que haver um peso e uma medida.

O talvez determinante peso do passado

10 May
Relações perfeitas não existem, é certo.  E isto porque as relações englobam humanos que só de si  são já imperfeitos quanto baste.
Mas temos sempre a expectativa do quase-perfeito sem saber muito bem o que é ao certo ou o que representa. Imaginamos sempre a pessoa mais bonita, a pessoa mais inteligente, a pessoa mais culta,a pessoa mais… sempre mais qualquer coisa. E por vezes a pessoa que é capaz de despertar em nós o”click” não corresponde, ou corresponde em pouco ao que idealizámos.
Obviamente há qualidades das quais não se abre mão. E algumas que se tentam implementar na criatura escolhida. Desde educação a cultura, de respeito a saber vestir, entre um oceano de muitas outras, variável de alminha para alminha.
Contudo há um factor que tendemos a esquecer ( ou preferimos não lembrar) que influencia todas as pessoas: todos temos um passado,e muito provavelmente todos já tivemos uma relação mais marcante, ou alguém a quem de tanto que queriamos bem acabou por nos partir o coração.  E há quem tenha filhos, ou quem tenha a “carga” do divorciado no estado civil, ou ainda quem tenha pânico absoluto de voltar a ser abandonado.
E pergunto eu: Depois de encontrarmos a pessoa que nos fascina, nos colore os dias, nos quer bem, o seu passado pode ser determinante para a decisão de ficarmos com ela ou não? O facto de já ter filhos pode levar-nos a desisitir dela? O sabermos que já existiu alguém muito mais importante na sua vida pode ser desmotivador?
Ou será que amor que é amor vence tudo? Será que o simples verbo amar minimiza os problemas e nos dá ainda mais força para lutar por aquela pessoa?
As respostas a estas questões decerto vão variar de pessoa para pessoa, até porque depende. Depende dos sonhos de cada um,dos objectivos, do tipo de vida que se quer, e da importância que se dá ao que se quer.
Mas há que viver o hoje. Há que tirar partido dos sentimentos que despertamos e que despertam em nós. Das pequenas gentilezas que nos fazem felizes. O resto…O resto são obstáculos susceptíveis de serem ultrapassados. E ainda bem que assim é.

Há quem não se enxergue

5 May
Pessoas más e más pessoas existem em todo o lado, todos o sabemos. É aquele mal que temos consciência que existe, mas que desejamos nunca ver de perto.
Mas dentro da classe maléfica existem as tais sem escrúpulos, que são as piores. Vale tudo, e por tudo entende-se literalmente tudinho.
Há uns tempos esbarrei numa dessas pessoas. É uma mulher bem bonita, daquelas que não transmitem qualquer indício de malvadez mordaz. São as piores.
Eu tinha um namorado, que sim era e continua a ser um salafraio. Mas um salafraio perigoso, daqueles que olha nos olhos, transborda (aparente) carácter e até nos faz sentir mal quando dizemos  à nossa melhor amiga que já estamos a sair e ainda nos estamos a vestir- uma mentirinha inofensiva, ora bolas- de tão correcto que é! E ela, bem ela queria o salafraio só para ela.
Mas na época ela era a minha amiga simpática e ele o meu namorado honesto (pelo menos aos meus olhos).  E nunca, jamais me passaria pela cabeça que qualquer um deles me traísse ( a bem ser passar até que passava, mas tendia sempre a afastar esses pensamentos e até a penitenciar-me por serem tão maldosos acerca de pessoas  tão boas).
Mas a verdade é que ele me traía. Não com uma ou com duas, mas com várias outras mulheres. E eu parva acreditava e até tinha pena de tanto que ele trabalhava no duro ( trabalhar até que trabalhava, mas era o corpinho).
Entretanto a boa samaritana da minha querida-amiga-sem-escrúpulos fez o favor ( sim aqui até que fez uma boa acção e realmente um favor) de me contar e reunir provas atrás de provas, e fotografias, e mensagens, e bilhetes e tudo o mais. Assim como contou a todas as outras. Puxou o tapete ao moço, e enxovalhou-o perante a classe feminina. Até lhe telefonou ( qual amiga ofendida) a dizer-lhe poucas e boas e a chamá-lo disto e daquilo.
Até aqui eu continuava a achar que ela era a minha amiga querida.Mas os dias passaram-se e certas pontas começaram a juntar-se, até que percebi que ela tinha um caso com ele. Isso mesmo.
E tudo o que fez, dito pela própria, foi para afastar as rivais ( olhem que bonito). ” Porque uma pessoa tem que ser esperta, minha querida.Mais do que de ti,gosto de mim”-disse-me ela.
Eu até acho que eles ficam bem juntos: um mentiroso, traidor, sem carácter , criador de fantasias credíveis combina bem com uma mulherzinha sem escrúpulos, não vos parece?
O pior foi mesmo quando tiveram o desplante de me convidar  ( há pouco tempo) a ir com eles a Espanha…
 É que há gente que realmente não se enxerga.

P.S. Estou com os nervos em franja de me terem entupido o e-mail com fotos da magnífica viagem que me interessa tanto como as escavações na Nova Zelândia.
Será que não sabem o significado da palavra acabou? Damn!